Monitoramento do poder legislativo: 5 práticas que você deve evitar

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O monitoramento legislativo é uma tarefa que está presente no dia a dia dos profissionais de Relações Institucionais e Governamentais (RIG), sendo de fundamental importância para sua atuação. Em 2020, segundo o Anuário Origem, realizado com lideranças de empresas, escritórios de advocacia e consultorias, o monitoramento legislativo figurava como a segunda atividade mais importante na rotina do profissional de Relgov para 75% dos entrevistados. A prática foi considerada, ainda, como prioridade máxima para 90% dos participantes.

Os dados atestam a relevância do monitoramento, sobretudo, ao considerar o fato de que praticamente todas as atividades desempenhadas no país, seja na esfera pública ou privada, são construídas a partir de projetos de lei. Por essa razão – e não apenas à área de Relgov, mas à toda a sociedade – acompanhar a formulação de políticas públicas e as decisões governamentais é de extrema importância para o desenvolvimento do país.

Ao profissional de RIG, tão mais do que contribuir para o fortalecimento do regime democrático, monitorar a atividade legislativa representa a possibilidade de consolidar estratégias efetivas para assegurar a defesa de seus interesses junto aos principais tomadores de decisão. O acompanhamento constante, quando realizado de maneira eficiente, permite ao profissional se antecipar e, com isso, aumentar o seu poder de influência no processo legislativo.

Além disso, a implementação de uma rotina consistente do monitoramento legislativo oferece ao profissional maior capacidade de compreender o contexto situacional de sua atuação frente à atividade governamental – o que influi diretamente nos maiores desafios diários dos líderes de RIG, de acordo com o relatório do Origem: a interlocução sólida e transparente com o Executivo e Legislativo. Ou seja, ao se municiar de informações – possibilitadas por meio do monitoramento –, o profissional de RIG é capaz, dentro de sua estratégia, de reunir o conhecimento necessário para atuar junto ao tomador de decisão de maneira contundente e transparente.

Contudo, vale ressaltar que o monitoramento, mais do que a interlocução com os poderes Executivo e Legislativo na defesa de interesses, também é de fundamental importância para a conformidade das organizações em relação ao cumprimento da legislação e de normativos publicados pelas agências reguladoras. O processo de antecipação também está associado à mitigação dos riscos regulatórios. Dessa forma, estar atento às práticas governamentais permite que as empresas preparem sua atuação tanto em relação às possíveis intervenções durante os trâmites da legislação quanto internamente em suas práticas de governança corporativa e Compliance.

Cuidados com o monitoramento legislativo

Por se tratar de uma atividade mandatória à atuação do profissional de Relações Institucionais e Governamentais, o monitoramento legislativo precisa ser realizado com a máxima eficácia possível para que as organizações possam obter os resultados desejados. No entanto, ainda é muito comum que as empresas façam o acompanhamento de forma manual – prática que caminha na contramão da eficiência.

Isso porque fazer o acompanhamento manualmente requer muito tempo das equipes, o qual poderia ser empregado em atividades mais estratégicas que possam gerar mais valor à organização. O tempo gasto no monitoramento manual também implica no aumento de custo para as empresas.

Por isso, para realizar o monitoramento legislativo de forma eficaz, evite as seguintes práticas:

1. Agrupamento de informações de diferentes fontes

Ao optar pelo agrupamento manual, o profissional responsável pelo acompanhamento precisa buscar informações em diferentes fontes – uma vez que não conta com uma ferramenta que concentre em um único lugar tudo aquilo de que precisa.

Além disso, a quantidade de conteúdo disponível em fontes como sites da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e das Assembleias Legislativas e, principalmente, os Diários Oficiais, é muito grande e não há nenhum tipo de filtro e, com isso, é muito provável que erros sejam cometidos ou informações sejam perdidas no processo.

2. Utilização do Excel para criar cópias dos projetos monitorados

Embora seja possível fazer a gestão e monitoramento das proposições por meio de planilhas, além do tempo gasto para organizar e atualizar todas as informações diariamente, o modelo não permite erros: se um andamento é inserido em uma linha errada, por exemplo, serão gerados conflitos no documento que podem prejudicar todo o trabalho desempenhado – o que pode demandar o retrabalho.

3. Uso descentralizado de ferramentas de pautas e prazos

Atualmente, existe uma enormidade de ferramentas e recursos para cadastrar informações relevantes e lembretes necessários. Contudo, quando se trata do monitoramento legislativo, acompanhar prazos de perto e atualizar o andamento de pautas importantes para a área e setor de atuação é essencial para a rotina do profissional de RIG.

Ao descentralizar o gerenciamento dessas informações, seja em relação ao acompanhamento legislativo ou até mesmo à gestão de stakeholders, é provável que os resultados não sejam atingidos satisfatoriamente.

4. Atraso na atualização

Se o profissional responsável pelo acompanhamento faz uso de ferramentas manuais, como o Excel, por exemplo, há, naturalmente, um atraso significativo na atualização dos andamentos ao considerar o volume de informação que é disponibilizado diariamente.

O prejuízo, no entanto, não é apenas esse. Ao optar por recursos manuais, as equipes podem ser impactadas por não terem acesso em tempo real às informações ou mesmo atualizar informações ao mesmo tempo, o que faz com que o trabalho perca a essência colaborativa. Tudo isso contribui negativamente para a produtividade e impossibilita a otimização da gestão.

5. Adoção de decisões imprecisas

A falta de um sistema que integre todas as informações necessárias para realização do monitoramento legislativo no dia a dia tem efeitos diretos nas decisões adotadas. Ao automatizar o acompanhamento é possível obter relatórios que poderão orientar a tomada de decisão quanto à melhor estratégia a ser empregada na defesa de interesses, trazendo praticidade e eficiência à atividade. Ou seja, por outro lado, o monitoramento manual demanda das equipes mais tempo para traçar análises, que podem, ainda, não ser tão precisas quanto aquelas apuradas por inteligência artificial.

Sendo assim, é importante que as organizações invistam em soluções automatizadas para potencializar os resultados com mais segurança. Atuar com softwares especializados é uma maneira de promover benefícios à empresa e, consequentemente, à atuação do profissional de RIG.

Nesse sentido, a Inteligov, por meio de sua plataforma de monitoramento legislativo inteligente, oferece às organizações uma ferramenta completa para o acompanhamento de todas as ações governamentais, com relatórios customizados para atender as necessidades de cada organização. A plataforma opera com inteligência artificial e é capaz de reduzir o tempo de busca por palavras-chave, trazendo resultados em até 30 segundos.

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