Compliance nas empresas: 7 erros que podem prejudicar seu negócio

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Cada vez mais presente no dia a dia das organizações, o Compliance tem desempenhado papel fundamental para garantir que as empresas se posicionem de maneira transparente. E, embora o termo esteja, quase sempre, associado aos casos de corrupção, o conceito vai muito além de simplesmente não infringir a legislação.

Apesar de sua concepção ter se difundido no Brasil a partir da criação da Lei Anticorrupção ou Lei da Empresa Limpa, em 2013, a prática é executada há décadas e, ainda que estar em conformidade com as normas seja essencial sendo um dos valores mais marcantes do Compliance, essa é apenas uma de suas vertentes. A implementação de um programa de Compliance representa o comprometimento da companhia com a ética, integridade e transparência absoluta.

Dessa forma, o Compliance surge para envolver todos os colaboradores — e demais stakeholders — em um esforço comum, objetivando, sobretudo, a criação de uma postura organizacional em consonância com a lei, seja em relação à regulamentação interna ou externa à organização.

Principais erros da aplicação do Compliance nas empresas

Mais do que assegurar a adequação jurídica, a criação de uma área de Compliance soma outros benefícios e possibilita a prevenção, identificação e mitigação de riscos. 

Contudo, a gestão de Compliance demanda a construção de uma estrutura de governança corporativa e uma mudança significativa na cultura da companhia. Esse processo, no entanto, não é simples e, ao instituir políticas, regras e medidas disciplinares, muitas empresas acabam falhando e comprometendo a organização.

Confira os principais erros:

1. Não estar em conformidade com a legislação

Como a gestão eficiente de Compliance exige, principalmente, estar em harmonia com as leis, ter conhecimento sobre a legislação é um passo fundamental. A falta de compreensão é considerada uma grande falha, especialmente porque existem diversas normas que podem impactar os processos das organizações. Dessa forma, ao não acompanhar tais medidas, as empresas se expõem a altos riscos, os quais podem ser evitados.

2. Não se preparar para a fiscalização

Diante de um sistema tributário complexo, com uma variedade de impostos e regimes, é imprescindível que a organização esteja preparada para atuar sobre as obrigações fiscais. O erro consiste, sobretudo, pela falta de acompanhamento e pode ser corrigido com um trabalho focado em Compliance.

Além das boas práticas quanto a gestão das informações da companhia, é importante desenvolver um sistema concreto que possa garantir que todas as operações estão sob controle e afastar, assim, qualquer possibilidade de irregularidade. Nesse sentido, atuar de maneira preventiva fará com que a empresa tenha uma gestão mais organizada e esteja pronta para a prestação de contas.

3. Não avaliar a segurança de dados

Para além do controle das informações e de assegurar a conformidade, o Compliance também exige das organizações a capacidade de avaliar a segurança dos dados gerados. A partir da adoção de ferramentas tecnológicas, é possível identificar possíveis riscos de dados. 

Com o auxílio de recursos de inteligência artificial, por exemplo, as organizações podem detectar eventuais problemas e prevenir fraudes — essencial à prática do Compliance. Dessa forma, ao se antecipar, a empresa consegue construir políticas de segurança, de modo a estar em conformidade com quaisquer requisitos legais e regulatórios.

4. Não identificar as próprias necessidades e eventuais riscos

Assim que as companhias passam a estruturar a área de Compliance, é muito comum que o processo ocorra sem planejamento. A falta de reflexão nesse sentido pode fazer com que o programa implementado não tenha êxito e que alguns riscos não estejam mapeados. Por isso, antes de mais nada, é importante se atentar ao que realmente é importante para a organização, entender as necessidades, elaborar uma matriz de riscos e desenhar um plano estratégico para que todas as políticas e diretrizes da instituição estejam alinhadas.

5. Não criar alinhamento com os valores da empresa

Entender a área de Compliance como um departamento isolado diminui as chances de sucesso do programa. A implementação deve estar alinhada aos valores e princípios da empresa, bem como de seus objetivos gerais. 

É por meio da gestão de Compliance que as organizações conseguem fortalecer a cultura organizacional e, ao mesmo tempo, envolver todos os stakeholders. A falta de sinergia da área de Compliance com a missão da instituição pode, inclusive, passar uma imagem negativa ao mercado, além de trazer impactos diretamente ao negócio.

6. Adotar uma postura passiva

O Compliance bem estruturado auxiliará na reação diante de possíveis problemas. Se antecipar, antever riscos e identificar oportunidades conferem mais eficiência à atuação. Empresas que usam o Compliance como instrumento para mitigar efeitos perdem a chance de aumentar sua potência e reduzem, significativamente, a ocorrência de erros. Atuar de maneira ativa possibilita maior controle sobre a condução dos negócios.

7. Falta de comunicação com Relações Governamentais

Considerando a posição estratégica que a área de relações governamentais tem dentro da companhia, principalmente em função de sua interlocução de maneira direta com tomadores de decisão, é essencial construir um canal de comunicação com Compliance. Considerando que a atuação se dá, fundamentalmente, por meio de princípios de transparência, o alinhamento entre as áreas pode potencializar a estratégia da instituição e, com isso, obter melhores resultados na defesa de interesses.

As vantagens da gestão de Compliance

De forma geral, o Compliance confere a percepção de uma organização transparente e com grau elevado de gestão. Isso porque a falta de sua gestão denota baixa maturidade ao considerar que a empresa pode se expor a riscos desnecessários. Mas, para além da imagem, o Compliance traz benefícios palpáveis, como:

Redução de custos

Ao contrário do que se imagina, instituir um programa de gestão de Compliance não eleva os custos. Com a implementação, há diminuição significativa de eventuais multas e processos, por exemplo, além do fato de que a companhia passa a fortalecer sua imagem no mercado e, com isso, aumenta o valor gerado.

Atração de investimentos

Como um dos critérios para receber investimentos refere-se a aplicação de risco que a organização oferece, ao instituir um programa de Compliance, a empresa passa a representar um ambiente mais seguro para investimentos, uma vez que os riscos são reduzidos consideravelmente. Ao fomentar uma imagem voltada à ética e transparência, as incertezas dos investidores diminuem e, dessa forma, há maiores chances para a geração de negócios.

Novos talentos e ambiente de trabalho

A imagem positiva que a organização lança ao mercado tende a atrair talentos, afinal, bons profissionais buscam por empresas que se destacam e que tenham uma reputação sólida. Além disso, a gestão de Compliance também traz impactos diretos ao ambiente de trabalho, uma vez que seus colaboradores confiam na instituição onde atuam — fator que motiva a equipe e rende melhores desempenhos.

Influência no mercado

Um dos benefícios mais marcantes do Compliance é o ganho de vantagens competitivas. Ao estar em conformidade e comunicar as ações da organização ao mercado, mais do que ganhar grande poder de influência, também há a possibilidade de se destacar diante da concorrência. A soma de todos os elementos presentes na gestão de Compliance são capazes de chamar a atenção de stakeholders de maneira positiva.

Além disso, outros benefícios trazidos por uma gestão de Compliance eficaz são a melhoria da eficiência e qualidade dos serviços e produtos, ganho de credibilidade e fortalecimento da marca, construir uma cultura organizacional, além de, obviamente, ser capaz de antecipar riscos e atuar de forma preventiva.

Por fim, considerando a importância do Compliance para as organizações, estar atento ao monitoramento legislativo é imprescindível para que a atuação ocorra de maneira estratégica, mitigando riscos regulatórios. Além disso, acompanhar o relacionamento com os stakeholders é, cada vez mais, fundamental para o sucesso das companhias.

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