Afinal, como ser resiliente no ambiente de trabalho? Entenda!

Relações governamentais e compliance: veja como alinhar essas áreas. Conversamos com um especialista no tema e preparamos um texto especial para você!
Entenda a importância de unir relações governamentais e compliance
5 de junho de 2019
Entenda o cenário regulatório do país e por que é preciso se antecipar aos impactos das mudanças na legislação para garantir competitividade.
Saiba quais os impactos das mudanças na legislação para sua organização
18 de junho de 2019
Você quer saber como ser resiliente no ambiente de trabalho? Então, leia agora o nosso texto e conheça as principais dicas sobre o assunto!

Se queremos saber como ser resiliente no trabalho, primeiramente é preciso entender o que significa resiliência. Se procurarmos a palavra no dicionário, vamos encontrar dois significados.

Um deles tem ligação com a física e diz que podemos chamar de resiliência a propriedade apresentada por alguns corpos de conseguirem retornar à forma original, após serem submetidos a uma deformação elástica.

Já no sentido figurado, tal palavra demonstra a capacidade de alguém de se recobrar facilmente ou se adaptar à má sorte ou às mudanças. Você, provavelmente, já deve ter ouvido esse segundo significado.

A importância de saber se adaptar a diferentes realidades é uma característica bastante buscada e exigida atualmente, principalmente no âmbito profissional. Por isso, neste post, vamos falar sobre como ser resiliente no ambiente de trabalho. Confira!

O que é ser resiliente no trabalho?

O profissional de relações governamentais é o responsável por defender os interesses da sociedade civil perante os atores governamentais, a fim de promover melhores políticas públicas. É necessário ser capaz de identificar quais são os temas principais de discussão, por meio do monitoramento legislativo e acompanhamento do poder executivo, bem como o estabelecimento de boas estratégias de relacionamento para atingir o objetivo final.

Ou seja, trata-se de uma profissão que exige a capacidade de atuação em ambientes instáveis e, em certos momentos, hostis. Logo, ser resiliente nesse cenário é ter a habilidade de não entrar em desespero toda vez que as coisas não saírem exatamente como o planejado e, ao mesmo tempo, ter compreensão das nuances de cada situação, mesmo em momentos difíceis e sob forte pressão.

Como ser resiliente no trabalho?

Pelo que dissemos, parece quase impossível pensar em um profissional de relações governamentais que não seja resiliente, certo? Se você já é um desses profissionais ou pretende ser, e ainda sente dificuldades em lidar com tantas mudanças em curtos espaços de tempo, temos uma boa notícia para você: a resiliência não é uma característica inata do ser humano.

Com treino e, principalmente, hábito, é possível desenvolver essa habilidade para melhorar a qualidade tanto do trabalho quanto da vida pessoal. Falamos mais sobre o assunto nos tópicos abaixo.

Tenha autoconhecimento

O autoconhecimento é a base para toda e qualquer evolução que você pretende ter na vida. É necessário saber quais são suas habilidades e em quais áreas se destaca, ao mesmo tempo que é preciso descobrir suas limitações e aprender a ter humildade para reconhecê-las, quando for o caso.

Muitas pessoas que pulam essa fase sofrem com a insegurança, mesmo nas atividades em que são boas e, por diversas vezes, deixam de arriscar porque pensam que não vão dar conta.

Por outro lado, quem nunca viu um colega de trabalho desempenhar todas as funções com medo de demonstrar fraqueza e acabar estragando tudo? Não queira ser esse tipo de profissional. Portanto, trabalhe o seu autoconhecimento com a ajuda de profissionais, como psicólogos e terapeutas.

Tenha uma rede de apoio

Baseado no conselho acima, é importante ter uma rede de apoio composta por pessoas de confiança, pois você nem sempre dará conta de tudo. Ter uma rede de apoio é saber que você não estará sozinha em nenhum momento e, quando for necessário, terá a quem recorrer para dividir o peso do trabalho. Significa delegar tarefas e conseguir se concentrar nos pontos mais importantes e que demandam atenção extrema.

Seja otimista

Ser otimista, ao contrário do que muitos pensam, não é ser alguém iludido que acredita que as coisas vão se resolver apenas com o poder do pensamento. Esse é um pensamento completamente equivocado de uma das características mais importantes de quem é resiliente.

Ser otimista é se manter positivo e aberto diante de todos os cenários e não ser paralisado com a ideia de que tudo está perdido apenas porque algo não saiu como o planejado. Com uma atitude esperançosa, o otimista e, consequentemente, profissional resiliente, é o último a desistir de alcançar os objetivos, pois mantém a postura e mentalidade confiantes o suficiente para seguir dando o melhor de si.

Reconheça o valor da adversidade

Vamos ser sinceros: se pudermos escolher, sempre vamos querer que tudo saia como o planejado, certo? É realmente mais confortável não precisar lidar com erros, alterações, frustrações e com o fato de que nem tudo na vida depende de nós. Porém, não podemos deixar de reconhecer o poder que a adversidade tem de nos ensinar preciosas lições.

Quando as coisas dão errado é necessário, mesmo que a contragosto, sair da nossa zona de conforto e acionar partes de nossa mente que, muitas vezes, nem sabíamos que existia. A adversidade faz com que a gente cresça na dor e tome decisões rápidas e certeiras, além de desenvolver nossa capacidade de agir sob pressão, estreitar relacionamentos e mostrar que somos mais capazes do que imaginamos.

Seja flexível

Pessoas flexíveis têm mais facilidade para lidar com mudanças e obstáculos. Portanto, se você não é do tipo que costuma gostar de novidades, comece a treinar essa característica. Estar sempre aberto a novas possibilidades faz com que você não se assuste com os diferentes cenários que podem surgir a qualquer momento.

Para isso, também é preciso abrir mão, às vezes, de um poder forte de controle. Não é porque algo sempre foi feito de um mesmo jeito, que seja o único modo correto ou melhor. Seja capaz de ouvir as sugestões de quem trabalha com você, tanto dos mais jovens quanto dos mais velhos. Analise se há algo que pode ser aproveitado e ajustado na maneira como o trabalho é desenvolvido.

Tenha inteligência emocional

Se você quer saber como ser resiliente no ambiente de trabalho, tenha em mente que a inteligência emocional é essencial. As nossas emoções podem ser verdadeiras armadilhas para a nossa capacidade de resolução de problemas, isso pois, quando não temos domínio sobre elas, corremos o risco de tomar decisões por impulso e depois amargarmos o arrependimento.

Portanto, quando trabalhar o autoconhecimento, não deixe de avaliar quais são as emoções que mais atrapalham a sua rotina. Você se considera uma pessoa nervosa ou que chora com facilidade? Tem costume de explodir com qualquer pessoa que pareça estar no seu caminho e não consegue ser diplomático quando necessário? Mantenha a honestidade e concentre os seus esforços no que for positivo para a sua vida profissional.

Quando ser resiliente não é algo positivo?

Embora a resiliência seja uma das características mais solicitadas no mercado de trabalho atual, alguns estudiosos sinalizam que seu excesso pode trazer efeitos negativos. Ou seja, é importante saber lidar com as adversidades, mas também é necessário desenvolver a capacidade analítica de compreender quando é o momento certo de desistir e não gastar energia com tarefas que não podem ser mais resolvidas.

Portanto, nunca deixe o ego gerenciar suas emoções e esteja sempre disposto a melhorar a sua capacidade de comunicação, tanto com você quanto com a sua equipe.

O segredo sobre como ser resiliente no ambiente de trabalho está dentro de você, basta trabalhá-lo e desenvolver as habilidades que você ainda não tem e apostar no que já tem de melhor.

Se você gostou do nosso post, leia também o texto que escrevemos sobre como construir relações sólidas na interação com o setor público.

Assine nossa newsletter